Estrelas em Movimento

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Quem me conhece sabe que eu não sou de chorar. Raramente choro assistindo filmes, lendo livros ou qualquer outra coisa. Dito isso, tenho que admitir que quando os créditos de “A Culpa é das Estrelas” começaram a rolar na sala de cinema, não consegui segurar as lágrimas que caíam descontroladas.

Como muitos sabem, o filme é uma adaptação de um livro de John Green, provavelmente o autor mais falado dos últimos tempos. Eu já havia lido o livro há um tempo, até escrevi uma resenha sobre ele aqui no blog. A história me tocou muito, a simplicidade e complexidade simultânea da narrativa fizeram desse livro um dos meus favoritos. Por conta disso, quando fiquei sabendo que essa linda história de amor entre Hazel Grace e Augustus Waters ganharia vida nas telas de cinema, fiquei animada e receosa.

Se me permitem, vou repetir a descrição do enredo que eu fiz na resenha do livro, para quem não conhece a história:

“O livro narra a história de Hazel Grace, uma adolescente de 16 anos que sofre com tipo raro de câncer terminal. Sua vida, ou o pouco que restava dela, estava passando diante de seus olhos de maneira entediante e insignificante, até que ela conhece um rapaz chamado Augustus Waters, sobrevivente de câncer. Juntos, os dois jovens irão descobrir novos significados para a vida, aprendendo a valorizá-la, em uma narrativa que mescla amor, poesia e filosofia.”

Existe um acordo geral de que filmes adaptados nunca são tão bons quantos seus livros, mas deixe-me dizer que eu saí daquela sala de cinema totalmente satisfeita. É evidente que muitas partes da história que estavam na versão escrita foram deixadas de fora, mas isso não interferiu em nada na construção da narrativa no longa. Tudo que era relevante e importante para a história foi deixado e interpretado de maneira extremamente apropriada e delicada.

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Shailene Woodley é a minha Hazel Grace Lancaster. A atriz de 22 anos conseguiu capturar a essência da personagem perfeitamente, desde o tom de voz até os trejeitos, tudo exatamente como eu imaginava. Confesso que a escolha de Ansel Elgort para o papel de Augustus Waters inicialmente não me agradou, pois fisicamente ele não tinha nada a ver com o meu Gus, mas bastaram cinco minutos de filme para ele me conquistar totalmente. Ele é o Gus e ninguém pode discutir isso.

Eu não mudaria nada em “A Culpa é das Estrelas”, simples assim. O roteiro estava perfeito, o elenco era extremamente pertinente, a fotografia era absolutamente linda e a trilha sonora embalou todas as emoções até os créditos finais. Como uma fã do livro eu não poderia ter saído mais feliz da sessão e ver todas as pessoas da sala de cinema saírem enxugando as lágrimas me deixa ainda mais feliz. Isso só mostra como essa história, que essencialmente é um romance entre dois adolescentes, pode tocar qualquer pessoa, de qualquer idade, qualquer lugar, qualquer cultura. Eu vejo a “A Culpa é das Estrelas” como uma lição de vida e tudo que eu tenho para dizer é: assista.

Luísa Dal Mas

Luísa Dal Mas

Jornalista, criativa, estressada, meio louca e apaixonada por moda e história. Tentando colocar um pouco de pó mágico nas coisas do dia a dia.

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