E se eu fizer tudo errado?

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Tenho uma amiga que sempre diz que a vida é feita de experiências. Nada é jogado fora e tudo soma no final. Algo assim. Em parte concordo com ela. Aquele ditado brega que diz que no final da vida vamos nos arrepender mais daquilo que não fizemos do que daquilo que fizemos tem um fundo de verdade. Infelizmente, todos os ditados bregas tem um fundo de verdade.

O problema é que optar por uma experiência, muitas vezes implica em deixar outras de lado. E agora, como sei que fiz a escolha certa? Talvez eu não seja uma questão de certo ou errado, mas eu não consigo evitar que aquele “e se” fique sobrevoando a minha cabeça.

Acho que isso deve ser o típico drama do novo adulto, saindo da faculdade, que está (ou pensa que está) passando por uma crise existencial. Imagino que quando ficamos mais velhos esse sofrimento fique de lado e aprendemos a lidar com a casualidade da vida. Nem tudo acontece como queremos, como planejamos, como imaginamos. Mas tenta explicar isso pra uma guria de 20 anos.

Meu grande problema é que a “adultice” não vem com manual. Temos que aprender tudo sozinhos. Deixamos de ser estudantes, deixamos de ser crianças e do nada caímos no mundo. Vai lá, te vira. Gente, é mais difícil do que parece. Ninguém avisou que seria assim. E agora, o que eu faço? Como eu sei que estou fazendo as coisas certas, tendo as experiências certas, ou até mesmo as experiências erradas certas? Alguns podem dizer que essa é a beleza da vida, que a incerteza e a dúvida deixam ela mais divertida. No momento, eu discordo. Vamos conversar de novo em 10 anos.

Luísa Dal Mas

Luísa Dal Mas

Jornalista, criativa, estressada, meio louca e apaixonada por moda e história. Tentando colocar um pouco de pó mágico nas coisas do dia a dia.

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