Encontro no Cinema

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Hoje eu tenho um encontro no cinema. Com certeza é o ponto alto da minha semana. Já escolhi minha roupa e separei o meu melhor perfume.

Saio cedo de casa, odeio chegar atrasada. Compro o ingresso no melhor lugar, bem no meio, um pouco mais pra trás. A boa e velha pipoca é indispensável. Apagam as luzes, já está na hora.

Você deve estar se perguntando: mas onde está a sua companhia do encontro?” Está bem ali, grande, com uns cinco metros de altura. Sabe o que é, eu não preciso de companhias em carne e osso para aproveitar um encontro no cinema. Nesses momentos, a tela é minha companheira.

Quando eu entro naquela sala, é como se eu me transportasse para outro mundo, e é uma viagem que às vezes deve ser feita desacompanhado. Pode ser a nova aventura dos Vingadores. Talvez um olhar na história de um homem especial, cuja vida é como caixa de chocolates, cheia de surpresas.

Filmes não são meramente entretenimento, são uma válvula de escape da realidade. São 120 minutos que representam dias, anos. Lá dentro daquela sala eu rio, choro, levo sustos e viajo para lugares e épocas distantes. As memórias que crio lá dentro, com aqueles personagens, se mesclam com as da vida real e me marcam tanto quanto qualquer outra.

Audrey Hepburn tomando café da manhã em frente à Tiffany’s está gravado na minha memória e é uma cena que sonho em reproduzir. Me lembro de Jack e Rose de braços abertos na beira do Titanic como se eu estivesse lá. Chorei a morte de Mufasa como se ele fosse da minha família.

O cinema faz parte da minha vida, e imagino que da maioria das pessoas. A sensação de se deixar levar por uma história, pelas imagens, pela música é inigualável. E ir ao cinema sozinho lhe permite se entregar à história de uma maneira diferente, plena, e que não deve ser motivo de estranhamento. Que tal experimentar? A sessão já vai começar.

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7 de junho de 2015

Luísa Dal Mas

Jornalista, criativa, estressada, meio louca e apaixonada por moda e história. Tentando colocar um pouco de pó mágico nas coisas do dia a dia.

0 Comments

  1. Responder

    Lisete Dal Mas

    11 de junho de 2015

    Mais uma vez, A D O R E I, cinema é tudo de bom mesmo.

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