A crise do diploma na mão

cronica diploma

Muito já dissertei por aqui sobre as minhas crises existenciais que atormentaram meus curtos anos de vida. A crise do será-que-é-esse-curso-que-eu-quero, a crise do voltei-do-intercâmbio-o-que-eu-faço-agora e por aí vai.

Agora estou tendo uma nova experiência no setor crises: a crise do diploma na mão. Me formei em janeiro, conquistei meu título de jornalista. E agora? Eu imaginava que seria difícil, as pessoas me falavam sobre essa situação estranha que é ser um recém-formado, mas nada me preparou para esse pavor e desespero que é não saber o que fazer.

Eu não sei se é aquele papo de que a geração Y quer ser sempre mais e melhor, ou se é um problema de todos os jovens, independente do tempo e espaço, mas a verdade é que a ideia de que todos os meus sonhos e ambições que foram cultivadas durante os tempos de colégio e faculdade podem não se tornar realidade é aterrorizante.

Eu não quero ser só mais uma, comum, acomodada, normal. Quero ser incrível, quero fazer a diferença, quero ter histórias pra contar lá nos meus 80 anos. Mas será que querer é suficiente?

E sim, eu não sou a única nessa situação, sei disso. Muitos amigos que se formaram comigo estão passando pela mesma crise, mas é aquela velha história, comigo é pior, comigo não vai dar certo. Sempre fui meio pessimista, mas parece que quando botei o pé pra fora da faculdade a coisa tomou outras proporções. É muito mais fácil ver tudo de ruim que acontece agora do que enxergar as possibilidades do futuro.

“Tu ainda é nova” eles dizem, “acabou de sair da faculdade, não precisa saber tudo sobre tudo”, eles dizem. Não interessa. Eu quero saber tudo, quero ser a melhor, quero me sentir realizada. O único detalhe é saber por onde começar. E a cada dia que passa, o pavor aumenta.

Luísa Dal Mas

Jornalista, criativa, estressada, meio louca e apaixonada por moda e história. Tentando colocar um pouco de pó mágico nas coisas do dia a dia.

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