Estrelas de Abril // 2016

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Música >>>

lemonade

Ok, vamos começar com o que interessa: o álbum novo da Beyoncé. Eu já falei várias vezes sobre o quanto eu amo essa mulher e devo dizer que ela nunca decepciona.

Lemonade é o sexto álbum de estúdio dela e, assim como o anterior, veio ao mundo já com clipes para todas as músicas. Dessa vez, ao invés de vídeos separados, ela criou uma espécie de filme, ou visual album, onde as músicas e as imagens contam uma história.

As músicas falam de mulheres, empoderamento, racismo, traição, enfim, é uma surra de conteúdo de te deixar meio tonto de tão lindo. Só ouvi o álbum todo algumas vezes, mas já me apaixonei por várias faixas. 6 Inch e Daddy Lessons por enquanto são as minhas favoritas.

Mais uma vez a Beyoncé botou a casa abaixo e mostrou que pop pode ter conteúdo, então por favor, se joguem nesse Lemonade maravilhoso.

Livro >>>

Fazia MUITO tempo que eu não me entregava totalmente a um livro, sempre demorava um tempão pra acabar, largava um tempo e depois voltava.

Achava que eu só lia devagar mesmo, mas estou começando a achar que estava lendo os livros errados, porque eu peguei esse pra ler numa quarta e no domingo já tinha terminado (isso é muito pra mim, ok).

The Virgin Suicides, ou As Virgens Suicidas, fala sobre as irmãs Lisbon, cinco meninas lindas e misteriosas, cuja história é contada através do olhar de um grupo de garotos que vivem na rua delas e que passam todo o seu tempo observando e tentando entender o que se passa na cabeça das garotas.

Como o nome sugere e meio que entrega de cara, as irmãs Lisbon cometem suicídio, mas isso não é necessariamente o acontecimento central da história, tanto que isso já é falado para o leitor na primeira página. O que faz o livro ser tão interessante é a busca pelo porquê, entender o que levou essas meninas a cometerem suicídio.

A escrita do autor, Jeffrey Eugenides, é incrível e te prende naquele mundo, naquela realidade de uma cidade pequena dos Estados Unidos onde todos observam a vida dos outros, comentam, fazem deduções. Junto com os meninos do outro lado da rua, o leitor tenta desesperadamente compreender e decifrar aquelas garotas angelicais e tão cheias de problemas. É um livro lindo, cativante e muito bem escrito e nada cansativo, recomendo pra todo mundo!

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Série >>>

once-upon-a-time-5-temporada

Depois de muito tempo eu finalmente comecei a ver Once Upon A Time. Pra quem não sabe, OUAT é uma série feita pela ABC (que pertence à Disney) e traz uma história que mistura o mundo real com o mundo dos contos de fadas.

A ideia é que a Rainha Má, aquela da Branca de Neve, lançou uma maldição em todo o reino mágico onde vivem todos os personagens que a gente conhece, e ela mandou todo mundo pro nosso mundo, o mundo real. Agora os personagens de contos de fadas vivem em uma cidadezinha comum e não têm nenhuma memória da sua vida passada. A partir daí a história vai rolando, com alguns personagens tentando quebrar a tal maldição.

Eu não diria que a série é maravilhosa, a melhor coisa que eu já vi nível How To Get Away With Murder, mas ela cresce em ti. No início tinha achado meio clichê, mas no final da primeira temporada eu já tava bem mais investida e é bem interessante como a história se desenvolve. Mesmo não sendo espetacular, eu diria que qualquer pessoa fã de Disney como eu vai se divertir com as referências às histórias clássicas.

Filme >>>

spotlight

Sim, estou bem atrasada, mas enfim, eu finalmente vi Spotlight, filme que levou o Oscar esse ano e que todo mundo me dizia que era incrível.

E todo mundo estava certo, eu amei esse filme, achei o roteiro sensacional, as atuações ótimas (como não amar Hulk e Regina George não é mesmo) e ainda por cima foi inspirado em uma história real, o que sempre me deixa animada e intrigada.

Como a maioria já deve saber, Spotlight conta a história de um grupo de jornalistas de Boston que trabalham com jornalismo investigativo e sempre buscam histórias fortes pra contar. Dessa vez, eles estão investigando uma série de casos de abuso sexual e pedofilia por membros da igreja católica em Boston, o que acaba revelando um enorme esquema por parte da igreja para proteger os padres que cometem esses crimes.

Como uma jornalista recém-formada, acho que eu vejo esse filme com um olhar diferente da maioria das pessoas. Ao longo da faculdade eu percebi que não nasci para ser uma repórter no sentido tradicional da palavra, não é bem o que eu quero, mas independente disso, eu ainda admiro muito essa profissãozinha sacana que eu escolhi e vendo um filme como o Spotlight eu sinto um certo orgulho de dizer que eu sou jornalista.

Todo mundo sabe que a imprensa não é santa, que tem muita coisa errada sendo feita, muito jornalista que esqueceu o seu papel na sociedade. Mas, pra cada um desses, existe um repórter por aí doido pra ir atrás da verdade, que dedica sua vida à desmascarar os caras maus, que entende a importância da profissão, e isso me deixa muito feliz.

Sim, é só um filme, mas eu garanto pra vocês que esses caras do Spotlight existem por aí, dividia a sala de aula com vários e eu acredito sim que esse pessoal pode mudar o mundo.

assinatura

Luísa Dal Mas

Jornalista, criativa, estressada, meio louca e apaixonada por moda e história. Tentando colocar um pouco de pó mágico nas coisas do dia a dia.

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