3 razões para amar Procurando Dory

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Quinta-feira passada foi dia de estreia da Disney aqui no Brasil. Depois de 13 anos e muita espera, Procurando Dory, a sequência de Procurando Nemo chegou aos cinemas e eu tenho algumas coisas para falar sobre <3

Já é quase uma tradição aqui no blog eu falar um pouco sobre as animações mais recentes da Disney, já fiz post sobre Divertida Mente e Zootopia, então podem ir lá olhar também pra ver o que eu achei deles! (Spoiler: eu amei todos).

Procurando Nemo nunca esteve no topo da minha lista de filmes preferidos da Disney ou da Pixar. Por isso eu não estava tão animada para essa continuação quanto algumas pessoas (como a Ellen DeGeneres, por exemplo, que fez a voz da Dory no filme original e era a pessoa mais animada de todas).

Pra quem não sabe do que se trata o filme, aqui uma mini sinopse:

“Um ano após ajudar Marlin a reencontrar seu filho Nemo, Dory tem um insight e lembra de sua família. Com saudades, ela decide fazer de tudo para reencontrá-los e na desenfreada busca esbarra com amigos do passado e vai parar nas perigosas mãos de humanos.”

Fui ver o filme com a mente aberta, afinal de contas é Pixar e ela nunca me decepciona, e fiquei muito surpresa e feliz com o que eu vi! Ouso dizer que Procurando Dory é quase melhor do que Procurando Nemo. Vamos lá entender por que:

> Coloca um personagem secundário no papel principal

Isso foi uma das coisas que mais me surpreendeu no filme e que me fez amar ainda mais. É bem difícil pegar um personagem coadjuvante e dar a ele um filme próprio, normalmente o resultado não funciona – Minions, eu estou falando de vocês.

O enredo não é apenas uma aventura qualquer feita para divertir as crianças e carregar algumas piadinhas aqui e ali. Ele realmente tem uma história para contar, e é uma história muito boa. Eu fiquei interessada em saber o que aconteceu com a família da Dory e como ela se perdeu deles, e a maneira como ela vai desvendando essa história é muito bem bolada.

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> É um filme sobre pessoas com deficiência

A Dory sofre de perda de memória recente, todo mundo sabe, achamos fofo e engraçado no primeiro filme. Em Procurando Dory eles vão mais fundo nesse aspecto da personagem e, apesar de ainda render algumas cenas engraçadas, também nos faz refletir sobre como é conviver e lidar com pessoas com deficiência, principalmente mental.

Em alguns momentos, os outros personagens que interagem com ela perdem a paciência, como acontece no mundo todos os dias, e a reação padrão do público é sentir pena da Dory, afinal ela não tem culpa de ser assim. Ninguém tem culpa de ser diferente, né? Achei que o filme ensina as crianças – e talvez mais ainda os adultos – a entender e respeitar os limites dos outros de uma maneira sutil e bem inteligente.

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> Não existe um vilão

Quem falou sobre isso foi o Chris Stuckmann, um youtuber que eu adoro que faz vídeos com resenhas de filmes. Ele apontou esse aspecto do filme que eu nem tinha percebido, mas que é muito legal: não existe um vilão. Não tem um monstro que quer matar todo mundo, uma mente maligna que quer dominar o planeta.

Existe apenas aquela situação, aquela aventura e os obstáculos que surgem no caminho dos personagens. São as realizações da Dory e do Marlin, e as interações com os outros personagens de apoio que tornam a história interessante e cativante. É uma coisa rara nesse tipo de filme e achei muito legal, me fez gostar ainda mais da história.

Tem várias outras coisas que eu amei sobre esse filme, como sempre poderia escrever 30 páginas sobre o assunto, mas ninguém quer isso né. Enfim, tentem ir ao cinema pra ver o filme e, se possível, tentem ver legendado! O elenco de dubladores é MUITO legal – quem gosta de Modern Family vai ficar feliz, porque dois atores participaram na produção.

Ah, e fiquem de olho no Hank, melhor personagem <3

assinatura

Luísa Dal Mas

Jornalista, criativa, estressada, meio louca e apaixonada por moda e história. Tentando colocar um pouco de pó mágico nas coisas do dia a dia.

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