Sobre bloqueio criativo e 5 coisas para (quem sabe) sair dele

Me considero uma pessoa criativa e eu adoro ser assim. Gosto de criar e encontro inspiração em coisas aleatórias por aí. É o que eu sei fazer melhor e pretendo transformar isso em profissão.

bloqueio criativo ideias

Só que apesar de ser ótimo trabalhar na indústria criativa, existe aquele problema: ficamos à mercê da inspiração – pelo menos comigo é assim.

Pode ser que hoje o mundo inteiro seja uma grande inspiração, as árvores, o céu, a música que toca no rádio. Mas amanhã não há santo que bote uma ideia nova na minha cabeça.

Eu estou nessa segunda opção há algumas semanas já e é muito frustrante. Eu quero criar conteúdo legal, mas não qualquer coisa, e parece que meu cérebro se recusa a ajudar. Acho que isso tem um pouco a ver com o que eu falei no meu post sobre a mudança para São Paulo e aos poucos a situação está melhorando.

Enquanto isso, tenho algumas coisas que eu gosto de fazer quando parece que a criatividade resolveu tirar férias. Não adianta forçar a saída de ideias quando não tem nada ali dentro. Acho que o único jeito de refrescar o pensamento é sair um pouco do seu espaço e buscar coisas. Então vamos lá:

> Passar um tempo no Pinterest

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O Pinterest basicamente nasceu para servir de inspiração, seja para designers, para quem quer redecorar a casa ou para quem só quer se distrair um pouco e encontrar coisas legais (eu, na maioria das vezes).

Já tive várias ideias de posts que surgiram de uma navegada nos boards alheios. Às vezes uma fotinho despretensiosa pode despertar toda uma linha de pensamento. Eu adoro organizar os meus boards, atualizar eles com referências de moda, design e fotografia. Vou deixar o link do meu perfil pra quem quiser dar uma olhada 🙂

https://br.pinterest.com/luisadalmas/

> Ver documentários

Já falei aqui mil vezes sobre meu amor por documentários, mas vou falar de novo porque nunca é demais. Ver qualquer tipo de filme sempre pode render alguma inspiração legal, qualquer tipo de arte na verdade, mas comigo os documentários têm um efeito diferente.

Acho que por serem histórias reais eles acabam tendo um impacto maior, me fazem pensar sobre aquele assunto e isso sempre faz nascer novos pensamentos que podem virar conteúdo.

Pra quem quiser algumas dicas de documentários legais, já fiz um post falando sobre os mais legais que eu vi no Netflix!

> Passear em uma livraria

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Eu amo livrarias. Poderia passar horas dentro delas, só olhando as capas lindas dos livros, folheando revistas ou só observando as pessoas que também estão ali fazendo a mesma coisa. Acho todo o ambiente da livraria é acolhedor – é difícil de explicar.

Aqui em São Paulo eu adoro ir na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Ela é gigante, uma fonte inesgotável de inspiração para pessoas desesperadas como eu.

O que eu acho mais legal é como as pessoas usam aquele espaço. A galera deita no chão, lê os livros, conversa – eu nunca tinha visto isso antes, mas pelo jeito aqui é normal. Passar uma tarde por ali é um dos meus programas preferidos e recomendo para quem precisa muito de uma chacoalhada na criatividade.

> Aprender algo novo

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Isso eu acho que é essencial, nem só para quem trabalha na área criativa, mas para todo mundo. Cair na mesmice nunca é bom, nosso cérebro precisa ser exercitado sempre (acho que eu li isso em algum lugar).

Aprender algo novo, mesmo que seja uma coisa mega básica tipo fazer uma comida diferente, abre os nossos horizontes de alguma maneira. Expandir nossos conhecimentos abre espaço para novas ideias, novas perspectivas do mundo e isso é sempre bom.

Existem infinitas opções de cursos online gratuitos para todos os tipos de assunto. Acho que é legal tentar fazer algum, talvez sobre um assunto que você nunca tenha tido contato, só para ver no que dá.

> Conversar com alguém

Acho que essa é a dica mais importante e às vezes eu esqueço disso. Nenhum jornalista faz reunião de pauta sozinho. Publicitários, designers não fazem brainstorming sozinhos.

Por mais que você tenha ideias ótimas, seja a pessoa mais criativa do mundo, existe um limite. E conversar com outras pessoas, apresentar suas ideias e ouvir outras, expande esses limites.

Eu tenho muito essa tendência de querer fazer tudo sozinha, mas isso nem sempre funciona. Trabalhar em grupo (quase sempre) só melhora o resultado. Aquele ditado de que duas cabeças pensam melhor do que uma é a mais pura verdade. Se não pensam melhor, pelo menos pensam diferente e isso já é uma grande coisa.

Então bora chamar os migos no Whats e começar a trocar umas ideias.

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Luísa Dal Mas

Jornalista, criativa, estressada, meio louca e apaixonada por moda e história. Tentando colocar um pouco de pó mágico nas coisas do dia a dia.

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