Você precisa ver Black Mirror. Agora.

Nas últimos dias, todas as conversas dos meus amigos e todos os posts dos meus feeds só giravam em torno de uma coisa: Black Mirror.

black mirror redes sociais

Esse é o novo status quo da nossa geração né, uma série sai no Netflix, todo mundo vê a temporada inteira em um fim de semana e só se fala disso pelas próximas semanas (consequentemente, todo mundo esquece da série assim que essas semanas acabam e começam a falar da próxima, mas isso não vem ao caso).

Como a boa millenial que sou, senti que precisava participar dessa discussão – já ouviram falar de FOMO? – e lá fui eu fazer maratona de Black Mirror.

Posso dizer que entendi todo o frenesi em torno dessa série depois do primeiro episódio.

Black Mirror é uma antologia, cada episódio é uma história mais ou menos isolada (digo mais ou menos porque eu entendo que elas existem em um mesmo universo), com um elenco novo a cada episódio e uma narrativa única e redondinha, com começo meio e fim do jeito que as redações de colégio gostam.

Posso dizer que ela já me ganhou pelo formato. Eu estou muito acostumada a ver séries, nos últimos anos surgiram tantas que eu até me perco na minha listinha do que ver, então foi legal entrar numa história que começa e termina em uma hora ou até menos. Não fica aquele desespero de “o que vai acontecer depois”, um sentimento que pode ser meio cansativo.

Mas não é nesse ponto que Black Mirror brilha. A genialidade dessa série está nas histórias e como elas mexem com você de um jeito muito louco.

black mirror video game

Ela é, essencialmente, uma série de ficção científica – mas não estilo robôs e aliens que estão dominando o mundo. É uma ficção científica assustadoramente possível.

O fio condutor é a tecnologia e cada episódio explora um aspecto desse assunto, como as evoluções tecnológicas podem afetar a nossa vida num futuro que, infelizmente, é bem próximo.

Pense em dispositivos que permitem o armazenamento de memórias, jogos de realidade aumentada que não requerem nenhum tipo de aparelho, só os olhos do jogador, pequenos robôs que tomam o lugar das abelhas na natureza – enfim, coisas muito doidas, mas que podem facilmente acontecer.

 

E essa é a parte incrível da série. Cada episódio traz uma discussão nova, uma possibilidade de futuro que te choca, te assusta, te deixa tenso e no final te deixa pensado “puta merda, isso é muito real”.

E não é a parte da tecnologia em si que assusta, mas como nós, pessoinhas aqui na Terra, usamos esses recursos, normalmente de uma maneira meio errada – o primeiro episódio da 3ª temporada entra bem nisso, já que fala sobre redes sociais e uma sociedade controlada por likes (soa familiar?).

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É difícil de explicar exatamente o que é Black Mirror (e eu também não quer dar spoilers) então eu só digo isso: vejam, por favor. São poucos episódios. Depois venham comentar comigo, preciso compartilhar essas angústias com alguém.

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Luísa Dal Mas

Jornalista, criativa, estressada, meio louca e apaixonada por moda e história. Tentando colocar um pouco de pó mágico nas coisas do dia a dia.

1 Comment

  1. Responder

    Lisete

    15 de novembro de 2016

    Vou ter que começar hoje, estou achando…

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