Precisamos falar sobre 2016

2016

Ok, vamos falar sobre esse último ano. Acho que a grande maioria da população concorda que 2016 passou longe do título de melhor ano.

Aconteceram tantas coisas ruins nos últimos 366 dias (sim, pra melhorar tudo tivemos um dia extra de sofrimento) que eu até me perco. De tragédias, mortes de famosos e acidentes, ao circo que tomou conta da política, não só por aqui, mas no mundo todo, a lista é enorme.

E não foram só essas desgraças coletivas que rolaram esse ano. Meu 2016 pessoal também não se desenrolou exatamente como eu planejava. Cultivei várias metas, sonhos, objetivos e planos para meu primeiro ano como jornalista formada e posso dizer pra vocês que a lista das metas alcançadas ainda ocupa poucas linhas do meu caderno

Olhando para trás agora, com o ano praticamente acabado, reconheço que alguns desses sonhos não eram muito realistas e talvez eu estivesse exigindo um pouco demais de uma recém-formada – mas a decepção foi igualmente dolorosa.

Acho que o grande problema de 2016, pra mim e talvez para muita gente que penou esse ano, foi a falta de prática com a incerteza e o inesperado.

Comprei a edição de dezembro da revista Vida Simples (reparei que sempre compro essa revista em momentos de crise, é uma espécie de terapia bem mais em conta) e o título da reportagem principal era “Saiba lidar com as incertezas”. Nesse momento da minha vida, a incerteza é a única certeza que eu tenho, então já me identifiquei com a pauta.

No texto, a jornalista Laís Barros Martins fala sobre como a incerteza faz parte da nossa realidade, muito mais do que nos deixamos perceber, mas mesmo assim vivemos com medo dela, porque fomos ensinados que a certeza é o melhor caminho. Afinal, o que a maioria das pessoas busca na vida é a estabilidade, né? A casa própria, o emprego público, o relacionamento estável. A incerteza assusta os humanos. Eu sei que comigo, ela me apavora.

Eu gosto de planejar, organizar, pensar na frente, ter tudo sob controle. “Espontânea” é uma palavra que nunca vai fazer parte da minha bio no Instagram. Fico nervosa quando a vida não segue meu planejamento estratégico.

E acho que esse ano de 2016 foi um tapa na minha cara e de todas essas pessoas que buscam a estabilidade e fogem das incertezas. Muitas das coisas que aconteceram não estavam nos planos. Talvez porque foram realmente inesperadas ou, muitas vezes, porque simplesmente nos negamos a enxergar aquilo que está na nossa frente, prestes a explodir.

Enfim, talvez essa seja a minha resolução para 2017 – e quem sabe possa ser a sua também: tentar lidar melhor com as incertezas. Como a Laís falou no texto dela, elas são inevitáveis, vão dominar a nossa vida independente da nossa vontade. Nos resta, então, aprender a driblar elas, incorporar esse medo na nossa vida.

Óbvio que não vai ser fácil, tenho plena consciência disso, É o tipo da coisa que a gente sabe que é certo, que é o melhor a se fazer, mas que mesmo assim vai causar um sofrimentozinho (tipo ir na academia e comer bem). Mas não custa tentar, né? Acho que vou usar uma das frases que eu mais gostei na matéria da VS como uma espécie de mantra nesse próximo ano: “Não há o que temer se estivermos abertos para reconhecer a energia construtiva nessa aparente fragilidade do desconhecido, e seguir ‘apesar de’”.

assinatura luisa dal mas

Luísa Dal Mas

Jornalista, criativa, estressada, meio louca e apaixonada por moda e história. Tentando colocar um pouco de pó mágico nas coisas do dia a dia.

2 Comments

  1. Responder

    Silvana

    28 de dezembro de 2016

    É verdade Luisa. 2016 foi bem assim! Até para quem já tinha experiência em incertezas foi bem complicado ter a incerteza como companhia novamente.

  2. Responder

    Laís Barros Martins

    15 de fevereiro de 2017

    <3

Deixe uma resposta