Uma carta aberta a Hollywood: voltem a fazer musicais

la la land

 

Sabe aquela sensação de estar sentado na sala de cinema e ter que se controlar para não levantar e começar a dançar e cantar ali mesmo? Pois foi exatamente o que aconteceu comigo depois de assistir ao filme mais incrível que eu vi nos últimos tempos: La La Land.

Eu nunca entendi como algumas pessoas conseguem não gostar de musicais. Acho que desde o momento em que eu vi o meu VHS de O Rei Leão pela primeira vez meu coraçãozinho se entregou às histórias cantadas.

Eu prefiro acreditar que os indivíduos que já me falaram essas terríveis palavras o disseram apenas por falta de hábito, afinal a minha geração não conviveu com muitos musicais, no sentido clássico da palavra – não estou tirando o mérito da maravilha que é High School Musical, mas acho que ele se encaixa em outra categoria.

Nossos pais e avós cresceram vendo musicais na televisão e no cinema. Dos clássicos com Gene Kelly e Fred Astaire às comédias havaianas estreladas por ninguém menos que Elvis Presley (presença comum na sessão da tarde, segundo minha mãe).

 

cinderela em paris la la land

cantando na chuva la la land

 

Fui procurar uma lista de todos os filmes musicais já feitos em ordem cronológica e é fácil perceber que lá pelos anos 80/90 o número de longas desse gênero caiu bruscamente. Não sei dizer a razão disso, mas não acho que foi por um desinteresse do público e La La Land é a prova disso.

Essa obra de arte que o Damien Chazelle nos deu de presente é, do início ao fim, uma homenagem a esses musicais clássicos. O sapateado, o estilo das musicas, até o figurino nos transporta para aquela época, mas sem tirar o pé do século 21.

E mesmo assim, apesar de todo esse ar nostálgico, dos musicais “chatos” que “já são ultrapassados”, La La Land já arrecadou mais de 80 milhões de dólares nas bilheterias e recebeu 14 indicações ao Oscar.

Então, Hollywood, deixo aqui o meu apelo: muitas pessoas estão chamando La La Land de o Cantando na Chuva desta geração. Se for assim, eu quero o Funny Girl da minha geração, o Cinderela em Paris da minha geração, o Grease da minha geração. Será que podemos providenciar isso?

assinatura luisa dal mas

Luísa Dal Mas

Jornalista, criativa, estressada, meio louca e apaixonada por moda e história. Tentando colocar um pouco de pó mágico nas coisas do dia a dia.

1 Comment

  1. Responder

    Stephany A.

    22 de Março de 2017

    Que blog mais amorzinho!
    Estou aqui passeando pelo seus posts, que conteúdo legal. Continue postando tá?
    Bjs 🙂

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